É comum ouvirmos em conversas de família que “cair faz parte da idade”. No entanto, para a geriatria, uma queda nunca deve ser encarada como um evento normal do envelhecimento. Na verdade, ela é um evento sentinela: um sinal de alerta de que algo no organismo ou no ambiente do idoso não está bem.
Neste artigo, vamos entender por que as quedas acontecem, quais os riscos envolvidos e como o acompanhamento geriátrico especializado pode prevenir acidentes e preservar a autonomia de quem amamos.
As causas de uma queda raramente são isoladas. Geralmente, elas resultam de uma combinação de fatores que podem ser divididos em dois grupos:
Fatores Intrínsecos (do próprio idoso): Perda de massa muscular (sarcopenia), alterações na visão ou audição, tonturas, problemas de equilíbrio ou o uso de múltiplos medicamentos (polifarmácia) que podem causar sonolência ou queda de pressão.
Fatores Extrínsecos (do ambiente): Tapetes soltos, iluminação deficiente, calçados inadequados, escadas sem corrimão e pisos escorregadios.
Além das lesões físicas, como as temidas fraturas de fêmur, a queda traz um impacto psicológico profundo: a síndrome pós-queda. O idoso passa a ter medo de cair novamente e, por isso, começa a se movimentar menos.
Essa imobilidade gera mais perda de força muscular e equilíbrio, o que, ironicamente, aumenta o risco de novas quedas. Quebrar esse ciclo é fundamental para manter a independência e a qualidade de vida.
O médico geriatra realiza uma Avaliação Geriátrica Ampla (AGA). Durante essa consulta, o médico não olha apenas para a queixa imediata, mas analisa:
A revisão criteriosa das medicações.
A saúde cardiovascular e neurológica.
A força muscular e a marcha.
A densidade óssea (prevenção da osteoporose).
No atendimento domiciliar, esse olhar é ainda mais assertivo, pois o médico consegue identificar “armadilhas” no próprio ambiente onde o idoso vive, sugerindo adaptações simples que salvam vidas.
Iluminação: Mantenha os caminhos bem iluminados, especialmente entre o quarto e o banheiro à noite.
Banheiros: Instale barras de apoio e use tapetes antiderrapantes (ou remova os tapetes).
Calçados: Priorize sapatos fechados com solado de borracha, evitando chinelos soltos no calcanhar.
Atividade Física: Sob orientação, exercícios de fortalecimento e equilíbrio são os melhores aliados.
Prevenir quedas é proteger a liberdade do idoso. Quando tratamos as causas por trás de um desequilíbrio, estamos garantindo que essa pessoa continue ativa, convivendo com a família e realizando suas atividades favoritas com segurança. Envelhecer com saúde é envelhecer com estabilidade.
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