Polifarmácia: quando “remédio demais” vira o problema

Introdução

É muito comum que, com o passar dos anos, novas condições de saúde surjam e, com elas, uma lista cada vez maior de medicamentos. O idoso vai ao cardiologista, ao ortopedista, ao urologista e ao endocrinologista; cada especialista prescreve o melhor tratamento para sua área, mas quem olha para o conjunto? Quando uma pessoa utiliza cinco ou mais medicamentos simultaneamente, entramos no cenário da polifarmácia.

Neste artigo, vamos entender por que o excesso de remédios pode ser perigoso e como o olhar do geriatra é essencial para organizar essa “orquestra” e garantir que o tratamento não cause mais mal do que bem.

O risco das interações e a Cascata de Prescrição

O corpo do idoso processa os medicamentos de forma diferente. O fígado e os rins já não eliminam as substâncias com a mesma rapidez, o que aumenta o risco de toxicidade e interações medicamentosas.

Um problema muito comum é a cascata de prescrição: o idoso apresenta um sintoma que, na verdade, é um efeito colateral de um remédio. Sem saber disso, o médico prescreve um segundo remédio para tratar esse sintoma. Esse segundo remédio gera um novo efeito, que leva a um terceiro medicamento. No fim, o idoso está tomando uma farmácia inteira, sentindo-se prostrado, confuso ou tonto, sem necessidade real.

Sinais de que a medicação pode estar em excesso

A família deve estar atenta a mudanças súbitas no comportamento ou na saúde do idoso após o início de novas drogas:

  • Sonolência excessiva durante o dia.

  • Confusão mental ou perda de memória recente.

  • Tonturas e aumento do risco de quedas.

  • Perda de apetite ou problemas digestivos constantes.

  • Boca seca e dificuldade de urinar.

O Geriatra como o “Maestro” do tratamento

O papel do geriatra na gestão da polifarmácia é atuar como um coordenador de cuidados. Através da revisão criteriosa, o médico realiza o processo de desprescrição: uma análise técnica para reduzir doses ou suspender medicamentos que não são mais necessários, que perderam a validade clínica ou que trazem riscos desproporcionais aos benefícios.

O objetivo não é simplesmente tirar remédios, mas sim garantir que o idoso tome apenas o que é essencial para sua qualidade de vida, priorizando a segurança e o bem-estar.

A vantagem do Atendimento Domiciliar

No atendimento domiciliar, a Dra. Camila consegue realizar a chamada “revisão do armário”. É o momento de olhar a validade, a forma como os remédios são guardados e se há duplicidade (comprar o mesmo remédio com nomes comerciais diferentes). Essa organização no ambiente real do paciente evita erros graves de administração e traz tranquilidade para a família.

Conclusão

Remédios existem para trazer saúde e longevidade, mas, em excesso ou sem coordenação, podem se tornar o maior inimigo da independência do idoso. A revisão periódica da lista de medicamentos é um dos atos mais preventivos e amorosos que se pode ter com quem amamos. Menos pode ser mais, desde que seja decidido com base na ciência e no cuidado especializado.

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