Existe um ditado popular que diz: “quem não se movimenta, enferruja”. Na geriatria, levamos isso muito a sério. Frequentemente, vejo famílias que, por medo de quedas ou lesões, incentivam o idoso a ficar o dia todo sentado ou em repouso. No entanto, cientificamente, o sedentarismo é o maior inimigo da longevidade.
O exercício físico na terceira idade não é sobre estética; é sobre blindar o corpo contra a fragilidade. É o que garante que você conseguirá levantar da poltrona sem ajuda, carregar um neto no colo ou caminhar até a padaria com segurança.
Com o passar dos anos, sofremos um processo natural chamado sarcopenia (perda de massa muscular). Se não fizermos nada, o músculo atrofia e a força desaparece.
O papel do treino de força: Exercícios de resistência (musculação ou elásticos) funcionam como uma armadura. Músculos fortes protegem as articulações e, principalmente, protegem os ossos em caso de impacto.
As quedas são a principal causa de hospitalização em idosos. Muitas vezes, o idoso cai porque o corpo perdeu a propriocepção — a capacidade do cérebro de entender onde os pés estão pisando.
Exercícios que trabalham o equilíbrio e a coordenação (como o Tai Chi, o Pilates ou treinos funcionais específicos) treinam o cérebro e os reflexos para evitar que um tropeço vire uma queda grave.
| Tipo de Exercício | Benefício Principal | Exemplos Práticos |
| Fortalecimento | Proteção óssea e força | Musculação, Pilates, Hidroginástica |
| Aeróbico | Saúde do coração e fôlego | Caminhada, natação, bicicleta |
| Flexibilidade | Amplitude de movimento | Alongamentos, Yoga, Alongamento em casa |
A atividade física aumenta a circulação de sangue no cérebro e estimula a produção de substâncias que protegem os neurônios. Idosos fisicamente ativos apresentam:
Melhor qualidade de sono.
Menor risco de depressão e ansiedade.
Raciocínio mais rápido e melhor memória.
Nota importante: “Não existe idade limite para começar. O corpo humano mantém a capacidade de ganhar músculo e melhorar o equilíbrio aos 70, 80 ou 90 anos, desde que o estímulo seja o correto.”
Antes de calçar o tênis, o acompanhamento médico é indispensável. O geriatra avalia as condições cardíacas, a saúde das articulações e possíveis limitações para prescrever o tipo e a intensidade de exercício ideal para cada realidade.
Independência é a capacidade de ir e vir. Manter o corpo em movimento é a melhor estratégia para garantir que o envelhecimento seja uma fase de atividade, e não de limitações. O melhor exercício é aquele que você faz com prazer e segurança.
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