Muitas vezes, as feridas emocionais na terceira idade não sangram, mas paralisam. Enquanto o foco médico tradicional costuma estar voltado para a pressão arterial ou os níveis de glicose, a saúde mental acaba ficando em segundo plano. No entanto, o bem-estar emocional é o que determina se o idoso terá motivação para se cuidar, se alimentar bem e se manter ativo.
Neste artigo, vamos desmistificar a depressão e a ansiedade na terceira idade, ensinando a identificar os sinais e como buscar o tratamento adequado.
Ao contrário dos jovens, o idoso nem sempre manifesta a depressão através da tristeza profunda ou do choro. Muitas vezes, ela aparece de forma “atípica”, através de sintomas físicos que confundem a família e até médicos não especialistas:
Dores Crônicas: Dores de cabeça, nas costas ou no estômago que não melhoram com remédios comuns.
Irritabilidade: O idoso fica impaciente, ranzinza ou agressivo sem motivo aparente.
Apatia: A perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas (como ver os netos, cuidar das plantas ou assistir a um programa favorito).
Alterações de Sono e Apetite: Insônia ou sono excessivo, além de perda rápida de peso.
A ansiedade no idoso costuma estar ligada ao medo da perda de autonomia, ao medo de quedas ou à preocupação excessiva com a saúde e com a morte. O idoso ansioso pode apresentar:
Preocupação constante com pequenos problemas do dia a dia.
Inquietação física e dificuldade para relaxar.
Palpitações, falta de ar ou tremores que podem ser confundidos com problemas cardíacos.
O envelhecimento traz consigo uma série de lutos: a perda de amigos e familiares, a aposentadoria (que muitas vezes gera perda de propósito) e as limitações do próprio corpo. Além disso, desequilíbrios químicos no cérebro e até o uso de múltiplos medicamentos (polifarmácia) podem desencadear ou agravar distúrbios emocionais.
O tratamento na geriatria é multidimensional. Não se trata apenas de prescrever um antidepressivo, mas de criar uma rede de suporte:
Acompanhamento Especializado: O geriatra avalia se há causas físicas ou medicamentosas para o quadro emocional.
Estimulação Social: Combater a solidão é um dos remédios mais potentes. Atividades em grupo, convivência familiar e hobbies são essenciais.
Terapia Cognitivo-Comportamental: Adaptada para o idoso, ajuda a ressignificar perdas e lidar com medos atuais.
Atividade Física: Exercícios liberam endorfina e serotonina, melhorando o humor de forma natural.
Mente sã, corpo ativo. Identificar que um idoso está sofrendo emocionalmente é o primeiro passo para devolver a ele a cor da vida. Não aceite o desânimo como “coisa da idade”. Com o suporte certo, a terceira idade pode ser uma fase de redescobertas e serenidade.
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